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Está na hora da sopa!
Criado por jvieira em 5/30/2014 9:50:36 PM

Com este chamariz, a dona de casa transmontana impunha o horário do dia a dia – dos mais velhos aos mais novos.


Está na hora da sopa!

Com este chamariz, a dona de casa transmontana impunha o horário do dia a dia – dos mais velhos aos mais novos.

 

A sopa, juntamente com o pão, foi a primeira comida elaborada e criativa da História da Humanidade e, até há bem poucos anos, em Trás-os-Montes e Alto Douro, era ainda um mero pedaço de pão duro e escuro sobre o qual se vertia o caldo fervente das carnes, legumes, ou de vinho, com cebola e uns dentes de alho. Entrou e não mais saiu da nossa rotina alimentar, mesmo que alguns produtos dos primórdios da sopa, como as lentilhas pardas, tenham sido banidos da nossa memória gastronómica.

Se havia água, havia caldos e sopas, e os ingredientes eram infindáveis, tudo o que a natureza podia fornecer de comestível. Passou a ser significado de subsistência, sustento, amparo e auxílio. E, em qualquer casa transmontana, mais rica ou mais pobre, não há refeição completa sem sopa… ou caldo.

É caldo se for feita com a água da cozedura das carnes ou dos legumes, por exemplo o caldo do cozido ou o caldo de cascas; é sopa, simplesmente sopa, se resulta da fervura directa de uma água com as hortaliças disponíveis; e, pode ser sopa seca se for ao forno a tostar. Mas, muitas vezes esta diferença nem chega a contar. Tanto é sopa como é caldo, conforme o apetite da cozinheira ou as tradições dos locais. E há tantas sopas como dias têm o ano, assim se diz por todo o Trás-os-Montes.

Venha, então, um prato de sopa ou uma malga de caldo… de trutas, por exemplo!

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By José Vieira on 5/30/2014 10:20:59 PM